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Mundo ► Ciência

Sismómetro a instalar em Marte (Imagem: NASA/JPL-CALTECH)
27-04-2018 23:30
Estados Unidos da América
Sismos em Marte podem revelar informações dos primeiros anos do planeta

​A NASA planeia lançar, no dia 5 de maio, a nave espacial InSight, no valor de 994 milhões de dólares americanos, da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia, que tem como objetivo instalar um sismómetro na superfície de Marte, de forma a escutar as ondas sísmicas no interior do planeta durante dois anos.

 

Se a missão for bem sucedida, marcará a primeira deteção inequívoca de tremores conhecidos como “marsquakes”, e explicará mistérios de longa data sobre a estrutura interna do planeta e como ela evoluiu. Bruce Banerdt, geofísico do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia, e principal investigador da missão avança que há muitas perguntas sobre Marte que apenas podem ser respondidas com dados sísmicos. Ana-Catalina Plesa, geofísica planetária do Centro Aeroespacial Alemão (DLR) em Berlim, acrescenta que será o primeiro observatório geofísico em Marte.

 

Na Terra, os sismólogos usam redes de estações sísmicas para detetar ondas sísmicas de sismos distantes. Ao acompanhar como essa energia é refletida pelo interior do planeta, os é possível calcular informações fundamentais, como o tamanho do núcleo da Terra. Mas ninguém ainda fez isso em Marte. A NASA tentou sem sucesso com as suas duas bases de Viking, lançadas em 1975. O sismómetro a bordo do Viking 1 falhou e o sismómetro do Viking 2 reuniu cerca de 2100 horas de dados, contudo, os tremores detetados, com uma possível exceção, foram causados por rajadas de vento que abalaram a nave espacial. O sismómetro foi montado no topo da sonda, em vez de estar em contato direto com a superfície de Marte.

 

Após a aterragem da nave espacial InSight, o sismómetro, do tamanho de uma melancia e construído pela agência espacial francesa CNES, será instalado no solo marciano. O instrumento vai ficar abrigado sob um escudo protetor contra o vento enquanto três delicados pêndulos medem o mais ínfimo dos tremores.

 

Uma das grandes questões é saber quantos marsquakes serão detetados. Sem dados reais sobre a sismicidade marciana, os investigadores usaram mapas de falhas geológicas na superfície do planeta, juntamente com cálculos de como seu interior arrefeceu ao longo do tempo, para estimar que Marte provavelmente tem menos sismos que a Terra, mas mais que a Lua.

 

A InSight vai pousar em Elysium Planitia, um local seguro e plano, mas geologicamente entediante perto do equador marciano. Ali, espera-se medir um marsquake local a cada ano com uma magnitude entre 2,7 e 4,2. Mas também pode detetar marsquakes mais energéticos de regiões distantes localizadas a mais de mil quilómetros de distância, como a Fossa Cerberus Fossae5 ou a área de Tharsis, com enormes vulcões. Philippe Lognonné, geofísico do Instituto de Física da Terra de Paris que lidera a equipa do sismómetro, informa que o objetivo é detetar algo como 30 sismos durante a missão. Quanto maior o marsquake, mais informação será revelada sobre o interior do planeta, porque apenas os maiores eventos sísmicos penetram até o núcleo.

 

Os dados de marsquakes ajudarão o InSight a mapear os limites entre a crosta, o manto e o núcleo de Marte, o que, por sua vez, poderia revelar a profundidade em que o oceano de magma primordial do planeta se misturou, e se Marte teve alguma vez algo parecido com as placas tectónicas. Fixando o tamanho do núcleo marciano, considerado aproximadamente metade do tamanho da Terra, revelaria sua densidade e composição. Estudar o interior de Marte também pode ajudar a revelar a história inicial do nosso próprio planeta, que provavelmente experimentou muitas das mesmas mudanças logo após sua formação.

 

Entretanto, uma experiência de rádio-ciência na InSight medirá como o planeta oscila no seu eixo, por forma a entender melhor o tamanho do seu núcleo. E uma sonda de fluxo de calor, construída por uma equipe da DLR, perfurará até 5 metros abaixo da superfície para medir como a temperatura varia com a profundidade e o tempo.



Fontes


Nature
Imagem de rosto: Marte (Viking Project/USGS/NASA)

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Anexos



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