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Açores ► Fenómenos Naturais

 
20-05-2005 09:00
S. Miguel
A sismicidade no sistema Fogo - Congro

O Sistema de Vigilância Sismovulcânica dos Açores (SIVISA), garantido em parceria pela Universidade dos Açores e o Instituto de Meteorologia, accionou os seus mecanismos de alerta no passado dia 10 de Maio, altura em que se iniciou uma nova crise sísmica na ilha de S. Miguel. A actividade, centrada entre o maciço de Água de Pau e a caldeira das Furnas, tem sido essencialmente marcada pela ocorrência de microssismos (sismos com magnitudes inferiores a 3), tendo alguns eventos de maior magnitude sido sentidos pela população. O evento mais forte foi registado no sábado, pelas 16h30m, e foi sentido em todos os concelhos da ilha, tendo atingido intensidade máxima V/VI na Ribeirinha (Escala de Mercalli Modificada). Na costa norte têm sido sentidos alguns sismos, em particular na Ribeira Grande, Ribeirinha, S. Brás, Porto Formoso, Maia e Lomba da Maia, enquanto que a sul a faixa entre os Remédios da Lagoa e a Povoação tem sido a mais afectada.

 

Em resultado do observado, também o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores reforçou os seus efectivos nos quartéis de bombeiros da Ribeira Grande e Vila Franca do Campo, assim como na secção destacada da Lomba da Maia.

 

Fogo-Congro: um sistema à procura de equilíbrio

 

A parte central da ilha de S. Miguel é atravessada por um importante sistema de falhas que se estende da costa norte à costa sul, abrangendo o maciço de Água de Pau e toda a região da Achada das Furnas (Congro). Num contexto mais geral, a estrutura do Fogo-Congro representa um sector emerso da zona de fractura que se prolonga desde leste de Santa Maria até à Crista Médio-Atlântica, localizada a oeste das ilhas Graciosa e Faial.

 

Assim sendo, não estranha que o sistema Fogo-Congro seja uma das mais importantes áreas sismogénicas do arquipélago, aqui se acumulando tensões que resultam do jogo das placas litosféricas Eurasiática, Africana e Americana. Na verdade, mesmo em períodos de “acalmia”, este sistema regista, em média, 3 a 5 microssismos por dia. De tempos a tempos a área é palco de uma crise sísmica mais importante, tal como aconteceu em 1989, ou mais recentemente nos últimos 3 anos. A presente actividade enquadra-se neste contexto geológico e reflecte a instabilidade de um sistema que procura o equilíbrio.

 

Sismos e vulcões

 

Numa região como a dos Açores os sismos não podem ser dissociados dos vulcões e esse é, em particular, o caso do observado no sistema Fogo-Congro. De facto, como é sabido, este sistema tectónico abrange o Vulcão do Fogo, a oeste, e um alinhamento de pequenos centros vulcânicos, a leste, que se estende até ao bordo da caldeira do Vulcão das Furnas.

 

Porque falhas tectónicas e sistemas vulcânicos activos se cruzam nesta zona da ilha é imprescindível que a vigilância sismovulcânica tenha um carácter multidisciplinar, cobrindo todos os aspectos possíveis nas áreas da Geofísica, da Geoquímica e da Geodesia. Uma tarefa que obriga à mobilização de técnicos especializados que, 24 sobre 24 horas, recolhem e interpretam dados essenciais para compreender o comportamento das estruturas, como se fossem peças de um “puzzle” de difícil construção.

 

Crise tem características tectónicas

 

Assim, tal como noutras situações similares, os grupos de monitorização vulcanológica do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores têm acompanhado o evoluir da situação, reforçando as redes de observação permanente e procedendo a diversos trabalhos de campo.

 

Diariamente são recolhidas amostras de águas e de gases em diversos pontos da ilha que, posteriormente, são analisadas nos laboratórios daquela unidade de investigação. Os dados recolhidos até à data mostram que não existe qualquer variação dos parâmetros físico-químicos determinados, facto que confirma a natureza tectónica da presente crise sísmica.

 

Não obstante, e porque os sistemas naturais são dinâmicos, o Centro de Vulcanologia vai manter as observações vulcanológicas no sentido de poder detectar qualquer eventual alteração do presente quadro geológico.

 

Os próximos dias ...

 

Embora se esteja a registar um decréscimo da actividade, o número de microssismos que tem sido registado pelo SIVISA está ainda significativamente acima do normal. Por tal facto é previsível que a actividade sísmica se venha a prolongar por mais algum tempo, sendo admissível que continuem a ocorrer sismos sentidos. O SIVISA e a protecção civil recomendam, pois, que se mantenham todas as medidas preventivas adequadas a situações deste tipo.



Fontes


João Luís Gaspar

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