Iniciar sessão

Navegar para Cima
A aplicação Web não foi encontrada em http://cvarg.azores.gov.pt/publicacoes. Verifique se escreveu o URL correctamente. Se o URL tiver de fornecer conteúdo existente, o administrador do sistema poderá ter de adicionar um novo mapeamento do URL do pedido à aplicação de destino.
A aplicação Web não foi encontrada em http://cvarg.azores.gov.pt/publicacoes. Verifique se escreveu o URL correctamente. Se o URL tiver de fornecer conteúdo existente, o administrador do sistema poderá ter de adicionar um novo mapeamento do URL do pedido à aplicação de destino.
Não é possível visualizar esta Peça Web. Para resolver o problema, abra esta página Web num editor de HTML compatível com o Microsoft SharePoint Foundation como, por exemplo, o Microsoft SharePoint Designer. Se o problema persistir, contacte o administrador do servidor Web.


ID de Correlação:3efbd265-e9b7-47da-893e-02cfc8a02cef


Comunicações orais ► em encontros nacionais

 

Referência Bibliográfica


GASPAR, J.L. (1998) - Os cientistas, as autoridades e a comunicação social no âmbito das acções de prevenção, protecção e previsão de fenómenos sísmicos e vulcânicos. 1ª Jornadas de Protecção Civil. Santa Maria, Vila do Porto, Fevereiro (Comunicação Oral).

Resumo


A História, em termos de catástrofes e calamidades naturais, permite estabelecer uma vasta multiplicidade de cenários representativos de futuras ocorrências. O problema nuclear consiste em saber onde, como e quando será o próximo evento.
 
As consequências desastrosas do sismo de Los Angeles, em 1994, e do de Kobe, em 1995, ilustram de forma inequívoca o estado actual da Ciência no que concerne à previsão sísmica em países como os EUA e o Japão. O único terramoto significativo que até à data foi precedido por uma operação de evacuação foi o de Haicheng, na China, em 1975. A tal êxito sucederam-se inúmeros falsos alarmes e ocorreram sismos não previstos como foi o caso do de Tangshan, também na China, em 1976, na sequência do qual morreu cerca de meio milhão de pessoas.
 
No domínio da Vulcanologia o cenário pode considerar-se algo diferente, verificando-se que o recurso a técnicas de monitorização vulcanológica nas áreas da Geofísica, da Geodesia e da Geoquímica pode permitir detectar eventuais agentes precursores. Acontece que os meios humanos e técnicos necessários para tal ultrapassam a capacidade de resposta da maioria dos observatórios mundiais por falta de financiamento específico. Para além disso, cada vulcão, ou sistema vulcânico, encerra as suas particularidades, pelo que a interpretação dos elementos recolhidos é complexa e por vezes controversa, situando-se o resultado das observações no campo das probabilidades. Assim se compreende que o conhecido sucesso da previsão vulcânica relativamente a diversas erupções esteja ensombrado por situações inesperadas, decorrentes (1) de uma vigilância deficiente ou mesmo inexistente, (2) de especificidades de ordem geológica pouco comuns e/ou (3) da negligência dos orgãos de decisão política.
 
Ao nível da Protecção Civil, apenas faz sentido falar em previsão se os alertas são dados dentro de limites temporais que permitam antecipadamente mobilizar os serviços de emergência, fechar escolas, desligar os sistemas de electricidade, de gás e de água e evacuar populações. Por outras palavras, quando as indicações são suficientes para que os Planos de Emergência sejam activados antes da ocorrência. É justamente nesta questão que reside um dos problemas fulcrais da Protecção Civil, na medida em que a Ciência raramente consegue respostas com o grau de certeza desejado pelas autoridades.
 
Por seu turno, a comunicação social tem um enorme poder no campo da informação e da divulgação. Neste sentido, cabe-lhe um papel fundamental na minimização do risco associado a fenómenos naturais, podendo intervir de forma determinante na área da prevenção, ao contribuir para o desenvolvimento e a consolidação de uma cultura científica. Esta é, de facto, uma tarefa vital, na medida em que independentemente da previsão e da protecção, um terramoto ou uma erupção vulcânica terão sempre um tremendo impacte económico, social, cultural e político. Em situações de emergência, a comunicação social é, por excelência, o principal veículo para a difusão da informação oficial. E porque se trata de uma área onde estão em causa vidas humanas, a concorrência deve dar lugar à cooperação, evitando-se as infelizmente comuns tendências sensacionalistas que apenas servem os interesses de pequenos grupos ou de indivíduos, colocando em risco toda uma comunidade.
 
A realidade é que na prática os cientistas apenas podem dar os seus melhores conselhos, baseando-se, para o efeito, na análise integrada do maior e melhor número de dados disponíveis em cada momento. A única certeza reside, pois, na incerteza. À Protecção Civil exige-se que decida em conformidade com os cenários assim traçados, ainda que frequentemente frágeis. Aos media pede-se objectividade e rigor na informação divulgada. O bom entendimento entre tais agentes só será possível quando todos assumirem o seu papel nos vértices do triângulo. Um equilíbrio difícil, mas essencial para bem de uma população demasiado vulnerável.

Observações


Anexos