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ID de Correlação:29587fbf-be35-4686-af8d-7c900f0ec8c7


Comunicações orais ► em encontros nacionais

 

Referência Bibliográfica


GASPAR, J.L. (1998) - A actividade sismovulcânica dos Açores: causas e consequências. 1ª Jornadas de Protecção Civil. Santa Maria, Vila do Porto, Fevereiro (Comunicação Oral).

Resumo


O arquipélago dos Açores emerge da designada Plataforma dos Açores, uma estrutura acidentada de forma aproximadamente triangular, limitada, grosso modo, pela curva batimétrica dos 2000 metros. No que se refere ao seu enquadramento geoestrutural situa-se na zona onde contactam as placas litosféricas americana, eurasiática e africana, facto bem expresso nos importantes sistemas de fracturas que caracterizam este sector do Atlântico Norte. Neste contexto assumem especial relevo a Crista Médio-Atlântica, a Zona de Fractura Este dos Açores, o Rift da Terceira (incluindo os alinhamentos S.Miguel-Terceira-Graciosa, Faial-Pico e S.Jorge) e a Falha da Glória.
 
A fronteira entre a placa americana e as placas eurasiática e africana encontra-se bem definida através da Crista Médio-Atlântica. A natureza e a precisa localização do limite entre as placas eurasiática e africana, materializado pelo Rift da Terceira no seu sentido mais geral, são, no entanto, alvo de alguma controvérsia, facto que tem proporcionado a elaboração de vários modelos geodinâmicos para a região. Os trabalhos mais recentes parecem, no entanto, confirmar que o Rift da Terceira (s.l.) corresponde a uma transformante oblíqua com movimento de desligamento direito normal predominante, cujo eixo actual passa pela ilha de S.Jorge, no canal S.Jorge-Pico ou no alinhamento Faial-Pico, prolongando-se para leste em direcção à ilha de S.Miguel.
 
O peculiar enquadramento geológico dos Açores reflecte-se, naturalmente, na actividade sísmica e vulcânica registada nesta zona do Atlântico, em particular ao nível da Crista Médio-Atlântica e do Rift da Terceira (s.l.). Os primeiros relatos históricos de tal actividade remontam ao século XV e relacionam-se com o desenvolvimento de uma erupção vulcânica no Vale das Furnas por altura do povoamento da ilha de S.Miguel, algures entre 1439 e 1443. Desde então, verificaram-se na região cerca de 25 erupções vulcânicas, importantes terramotos e diversas crises sísmicas, de que resultaram vários milhares de mortos e avultados danos materiais. Emanações gasosas e movimentos de massa são outros dos fenómenos geológicos que têm estado na origem de algumas vítimas e elevados prejuízos.

Observações


Anexos