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ID de Correlação:80474f50-2049-477b-ab8f-eda8ad0371f6


Artigos em livros de actas ► Nacionais

 

Referência Bibliográfica


ANTUNES, P.C., CRUZ, J.V., COUTINHO, R., FREIRE, P. (2007) - Estudo hidrogeoquímico dos lagos vulcânicos da ilha do Pico. In: Gomes, E.P. e Alencoão, A.M. (Eds.), Actas (em CD-ROM) da XV Semana de Geoquímica – VI Congresso Ibérico de Geoquímica, Vila Real: 466-469.

Resumo


Com vista a desenvolver novas áreas e metodologias na monitorização da actividade vulcânica no Arquipélago dos Açores, tem vindo a ser efectuado um levantamento hidrogeoquímico dos lagos vulcânicos dos Açores, com o objectivo de estudar estes sistemas lacustres e identificar, se possivel, algum tipo de contaminação de origem vulcânica. Deste modo, foram desenvolvidas duas campanhas na ilha do Pico onde foram efectuados perfis em cinco lagos (Lagoas do Capitão, do Caiado, da Rosada, do Peixinho e do Paul). Estes sistemas lacustres apresentam áreas reduzidas (min=0,10 km2; máx=2,30 km2) e pequenas profundidades (min=1,5 m.; máx=7 m.).

 

As amostras de água recolhidas são frias (Tmin=13,4 ºC; Tmáx= 23,2 ºC), com mineralizações muito baixas, apresentam uma tipologia variada (Cl-Na, Cl-Mg-Na, HCO3-Cl-Ca-Na) e o pH  varia entre valores ligeiramente ácidos a alcalinos (min=6,1; máx=8,75). A concentração do dióxido de carbono é muito baixa, com um valor máximo de 11,76 mg/L, e o bicarbonato apresenta igualmente pequenas concentrações (máx= 4,88 mg/L).

Os índices de saturação calculados revelaram que a água dos lagos são insaturadas em relação às espécies minerais estudadas.

 

Estas massas de água não revelam qualquer tipo de contaminação de origem vulcânica, sendo o processo de evolução químico dominante a contaminação de sais de origem marinha a partir do transporte atmosférico.

Observações


Anexos