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Mundo ► Fenómenos Naturais

Imagem de cor falsa da NASA, onde o vermelho representa vegetação em campos, a partir de 2008, mostrando bancos de contenção em torno do fluxo de lama de Lusi que destruiu parte da cidade de Sidorajo (Imagem: NASA / ASTER)
27-07-2017 11:25
Indonésia
Lusi - um vulcão de lama em contínua erupção há mais de 10 anos

O maior e mais destrutivo vulcão de lama do mundo nasceu perto da cidade de Sidoarjo, na ilha de Java (Indonésia), há pouco mais de 11 anos, consumindo várias aldeias e causando um grande impacto nas comunidades próximas e nos campos que eram os meios de subsistência dos habitantes locais.

 

O vulcão de lama conhecido por Lusi formou-se no dia 29 de maio de 2006 e, no auge de atividade, emitiu 180 mil m3 de lama todos os dias, enterrando aldeias em lama que atingiu até 40 metros de espessura. O pior episódio eruptivo provocou 13 mortos e destruiu as casas de 60 mil pessoas. Desde então, continua em erupção, com lama fluindo, desconhecendo-se, contudo, qual o processo desencadeante.

 

Existem algumas causas possíveis em discussão, nomeadamente se a erupção de Lusi foi devido a um sismo com epicentro na área ocorrido vários dias antes, ou se foi motivada por uma falha catastrófica do poço de exploração de gás Banjar Panji 1 que estava sendo perfurado nas proximidades no momento.

 

Os vulcões de lama são extremamente comuns na Terra, existindo milhares de exemplos conhecidos em todo o mundo. Podem apresentar muitas formas e tamanhos e exibem um comportamento em parte semelhante ao dos vulcões propriamente ditos, passando por longos períodos de inatividade com erupções violentas periódicas. Ao contrário destes seus homólogos cujos produtos vulcânicos se encontram a altas temperaturas, os vulcões de lama, emitem geralmente uma mistura fria de gás, água e sólidos. Alguns dos exemplos mais espetaculares de vulcões de lama encontram-se no Azerbaijão, com dimensões que podem variar desde poucos metros até ao tamanho de pequenas montanhas. São geralmente encontrados em fronteiras de placas e também debaixo de água nos deltas de rios, onde o sedimento é enterrado rapidamente, causando pressões inusitadamente elevadas no subsolo. A mistura lamacenta é também empurrada para a superfície pelo gás flutuante que ela contém. Normalmente, os vulcões de lama crescem lentamente, isto é, camada sobre camada de lama. No entanto, o que aconteceu em Sidoarjo em 2006 foi deveras único. Lusi foi, de longe, o vulcão de lama mais rápido que se conhece, tendo a lama emitida enterrado casas, fábricas, locais de culto e escolas.

 

A revista científica Marine and Petroleum Geology publicou um número especial que dá destaque a este tipo de fenómeno. Um dos artigos, da autoria dos geólogos Stephen Miller e Adriano Mazzini, fomenta o debate sobre o que causou a erupção, reforçando a teoria do sismo como fator desencadeante, e descartando a ideia de que o furo foi o responsável. Os autores defendem que o sismo de Yogyakarta de magnitude 6,3, ocorrido a 27 de maio, a cerca de 260 km de distância, enviou vibrações para a camada de lama da Formação Kalibeng, fazendo com que esta sofresse liquefação e subisse à superfície sob pressão.

 

São vários os exemplos a nível mundial de erupções desencadeadas por atividade sísmica. No entanto, para Richard Davies, da Universidade de NewCastle, e Michael Manga, da Universidade da Califórnia, Berkeley, o sismo Yogyakarta localizou-se demasiado longe e, para além disso, se o sismo fosse a causa da liquefação, então era esperado que houvesse libertação generalizada de gás da camada liquefeita, o que não aconteceu de acordo com o estudo de Mark Tingay e colegas em 2015. Com base na informação disponibilizada pela empresa indonésia responsável pelo poço, os investigadores defendem que houve um influxo de água suficiente para causar pressão nas rochas em torno do furo, fazendo com que estas se fraturassem. A mistura entre a água pressurizada e a lama subterrânea da Formação Kalibeng, que faz parte da geologia de Java, surgiram rapidamente à superfície através de uma falha, formando o vulcão de lama Lusi apenas a 200 metros do local de perfuração.



Fontes


Independent

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