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Teses ► Mestrado

 

Referência Bibliográfica


D' ARAÚJO, J. (2014) - Contribuição para o estabelecimento de uma rede permanente GNSS para monitorização dos sistemas vulcânicos ativos do arquipélago dos Açores. Dissertação ​de Mestrado em Vulcanologia e Riscos Geológicos, Departamento de Geociências, Universidade dos Açores​, 108 p.​​​

Resumo


O trabalho apresentado no âmbito desta tese foca-se no estudo da deformação crustal em sistemas vulcânicos ativos, através da aplicação da técnica de geodesia espacial GNSS (Global Navigation Satellite System). A deformação crustal é reconhecida como um importante sinal precursor da atividade sismovulcânica e o GNSS é, atualmente, a técnica mais usada no seu estudo. Nas últimas duas décadas, os avanços das técnicas de geodesia espacial aplicadas à monitorização sismovulcânica têm permitido a deteção de períodos de reativação de sistemas vulcânicos, antecipado-se, até, a ocorrência de erupções.
 
O peculiar enquadramento geodinâmico da Junção Tripla dos Açores, aliado às especificidades geológicas determinadas pelas suas características vulcânicas, faz destas ilhas um excelente laboratório natural para o desenvolvimento de estudos de deformação crustal. Desde o seu povoamento até à atualidade, registaram-se várias erupções históricas nos Açores, sendo a erupção dos Capelinhos, na ilha do Faial, o exemplo marcante mais recente. Houve, também, episódios mais recentes de agitação no vulcão do Fogo, em São Miguel, culminando em 2005 e em 2012. Nestes episódios observou-se elevada deformação crustal, para além de atividade sísmica.
 
A deformação vulcânica pode ser melhor compreendida através da pesquisa sobre a deformação crustal observada em vários vulcões do mundo. Deste modo, realizou-se um estudo comparativo dos padrões espaciais e temporais de deformação observados em vários vulcões, tendo, também, em consideração a atividade sísmica. Pretendeu-se, assim, expor o modo como as crises sismovulcânicas se expressam em diferentes ambientes geodinâmicos e geológicos, com o objetivo de se encontrar semelhanças nos processos de origem.
 
Da análise aos episódios de intrusão pesquisados, em que não houve erupção, verifica-se que: nos Campos Flegreanos (1982-1984, 2000-2001 e 2005-2007), no Fogo (2003-2006 e 2011-2012) e em Yellowstone (2004-2008), houve soerguimento (elevação) do terreno, seguida de subsidência, e intensa micro-sismicidade superficial, enquanto nos episódios de 1994 e 1999-2000, em Eyjafjallajökull, não houve subsidência do terreno e a micro-sismicidade foi reduzida e raramente superficial.
 
Desenvolveu-se um sistema integrado de processamento GNSS automático e de visualização dos resultados. O sistema possibilita a monitorização, em tempo quase-real, das estações GNSS locais, nomeadamente das redes do CIVISA (Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos) e da REPRAA (Rede de Estações Permanentes da Região Autónoma dos Açores) e permite a deteção rápida da deformação vulcânica nos Açores.

Observações


Anexos