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ID de Correlação:55ccd0d0-2c08-418e-9bec-f83e97bb31f4


Teses ► Mestrado

 

Referência Bibliográfica


GOMES, A. (2003) - Contribuição para o estudo dos riscos geológicos associados ao Vulcão das Sete Cidades (Ilha de S. Miguel, Açores). Dissertação​ de Mestrado em Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos, Dep. Geociências, Universidade dos Açores, 129p.

Resumo


O arquipélago dos Açores é frequentemente afectado por movimentos de vertente, sismos e erupções vulcânicas, o que o torna um laboratório de excelência para o estudo dos riscos geológicos. Neste contexto, foi seleccionado o maciço das Sete Cidades, dominado por um vulcão central com caldeira, para o estudo do risco associado a tais tipos de eventos, pois ao longo da história este tem sido palco de tais fenómenos.

 

No que concerne aos movimentos de vertente, a análise de informação histórica e de dados recentes, permitiu verificar que na região este tipo de ocorrência pode ser desencadeada por episódios de precipitação intensa, sismos e erupções vulcânicas. Tendo em conta os diferentes factores envolvidos no despoletar dos movimentos de vertente, procedeu-se à identificação de zonas de maior perigo, tendo por base (1) a distribuição dos eventos cartografados, (2) a litologia e (3) o declive. O trabalho efectuado permitiu concluir que no maciço das Sete Cidades cerca de 73% dos movimentos de vertente identificados se encontram em zonas constituídas quase exclusivamente por depósitos piroclásticos (L1), e mais de 77% em áreas com declives iguais ou superiores a 20º. Analisando a localização das habitações relativamente às áreas de maior vulnerabilidade relativa a este tipo de eventos, constata-se que 37% do total das habitações do vulcão se encontram edificadas em áreas de vulnerabilidade elevada a muito elevada.

 

Desde o povoamento da ilha de São Miguel, no século XV, que existem relatos de eventos sísmicos, alguns dos quais destruidores, que atingiram o maciço das Sete Cidades. De acordo com Silveira (2002), a intensidade máxima histórica (EMS-98) para a região em estudo foi de VIII-IX. Por outro lado, a análise de dados recentes, mais concretamente os da sismicidade instrumental desde 1901 até ao presente, permite concluir sobre a ocorrência de sete eventos de intensidade V a VI (EMS-98), constatando-se que há cerca de 150 anos que a região não é afectada por eventos de grau VII a IX. Para se estudarem as vulnerabilidades à acção sísmica procedeu-se à classificação das habitações segundo diferentes classes (A a E), constatando-se que 75,5% das casas edificadas no vulcão pertencem à classe A, ou seja, à de maior vulnerabilidade. Neste contexto, se ocorrer um evento que afecte o maciço com intensidade IX (EMS-98), é de esperar que 65% a 80% das habitações colapsem e entre 13% a 19% sofram sérios danos, o que leva a que entre 84% e 93% da população residente no Vulcão das Sete Cidades tenha de ser realojada.

 

Tendo em consideração a história eruptiva do Vulcão das Sete Cidades, podem considerar-se três cenários eruptivos prováveis: (1) uma erupção surtseana ao largo do maciço; (2) um evento do tipo estromboliano com formação de escoadas lávicas nos flancos; e (3) um fenómeno hidromagmático intracaldeira. A definição dos parâmetros a ter em consideração na análise do perigo e da vulnerabilidade a fenómenos vulcânicos encontra-se em curso no âmbito de um projecto europeu recentemente iniciado.

Observações


Anexos