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Teses ► Mestrado

 

Referência Bibliográfica


FARIA, C. (2002) - Estudo de anomalias geoquímicas associadas a processos de desgaseificação difusa na ilha do Faial: contribuição para a cartografia de falhas activas. Dissertação​ de Mestrado em Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos, Dep. Geociências, Universidade dos Açores, 95p.

Resumo


​A ilha do Faial, com uma área aproximada de 172 km2, pertencente ao arquipélago dos Açores, possui uma significativa actividade sismovulcânica por se situar numa zona tectonicamente complexa devido ao contacto das placas litosféricas Americana, Eurasiática e Africana. Entre as estruturas tectónicas mais evidentes na ilha salienta-se o Graben de Pedro Miguel que a atravessa longitudinalmente segundo a direcção WNW-ESE.

 

Tendo em conta a presença do vulcão central da Caldeira, considerado potencialmente activo, estudaram-se, de modo sumário, os principais processos associados à desgaseificação de regiões vulcânicas, com especial atenção para os referentes à desgaseificação difusa de CO2 e aos riscos que pode provocar. Posteriormente efectuou-se um levantamento preliminar dos teores deste gás no solo ao longo de toda a ilha mas com maior incidência na área situada no interior do graben acima referido.

 

Os resultados obtidos foram introduzidos numa base de dados e tratados estatisticamente pelo método de kriging com o objectivo de serem projectados num Sistema de Informação Geográfica (SIG) para se obter uma carta de contornos. A apreciação desta permitiu identificar diversas anomalias positivas de CO2 e verificar a existência de desgaseificação através dos solos da ilha do Faial, situando-se os maiores valores no flanco oriental do Vulcão da Caldeira que é atravessado pelo sistema de falhas do Graben de Pedro Miguel. Comparando os dados agora obtidos com os existentes para outros vulcões centrais dos Açores, verifica-se que não se encontraram valores muito elevados deste gás, pois a amostra com o teor mais elevado atingiu apenas a concentração de 13,5 % de volume de CO2.

 

Uma comparação pormenorizada do padrão das variações espaciais dos teores de CO2 com cartas morfológicas, geológicas e de anomalias no solo do isótopo 222 de radão, permitiu verificar que a desgaseificação difusa no Faial é controlada pelos sistemas vulcânicos existentes na ilha e, sobretudo, pelos acidentes tectónicos que a afectam. Esta situação é evidenciada pelo facto das anomalias de CO2 mais significativas se situarem próximo das falhas geológicas ou no prolongamento destas, além de formarem alinhamentos paralelos aos principais sistemas de acidentes tectónicos conhecidos para o Faial. Assim, foi possível reforçar a importância dos sistemas de falhas com as direcções WNW-ESE e NNW-SSE que suportam o modelo vulcano-tectónico proposto por Madeira (1998) e, ainda, confirmar a presença de uma outra orientação de falhas com a direcção NE-SW posta em evidência durante a crise sísmica de 1998 que afectou esta zona dos Açores e também proposta por outros autores.

 

A localização da principal área de desgaseificação relativamente ao vulcão central sugere que a fonte de CO2 se encontre associada à existência de uma câmara magmática situada sob o respectivo aparelho eruptivo. Paralelamente, a boa definição geométrica dos limites espaciais da anomalia aponta para que algumas das estruturas tectónicas mencionadas, principalmente de direcção WNW-ESE e NE-SW, tenham profundidades suficientes de modo a que funcionem como barreiras e delimitem espacialmente a zona de ascensão dos gases para a superfície.

 

Ao nível dos riscos associados à desgaseificação difusa de CO2, os valores apontam para que os mesmos não sejam muito significativos. Todavia, esta situação não dispensa a necessidade de uma vigilância sobre esta fonte de perigos, essencialmente no caso de se verificarem incrementos de libertação de CO2.

Observações


Anexos