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Mundo ► Fenómenos Naturais

Campos Flégreos (Foto: Carmine Minopoli/AFP/Getty Images)
16-05-2017 19:30
Itália
Vulcão dos Campos Flégreos pode estar mais perto de entrar em erupção

Um dos supervulcões mais perigosos do mundo pode estar mais próximo de entrar em erupção do que inicialmente suposto. O vulcão dos Campos Flégreos, localizado na Baía de Nápoles (sul de Itália), tem evidenciado sinais de reativação nos últimos 67 anos, e novas pesquisas indicam que o vulcão tem acumulado energia ao longo deste período, aumentando assim o risco de entrar em erupção.

 

Os Campos Flégreos constituem um enorme campo vulcânico que fica a cerca de 14 km a oeste de Nápoles, uma cidade habitada por mais de um milhão de pessoas. É composto por 24 crateras e edifícios vulcânicos e, do ponto de vista geomorfológico, surge como uma grande depressão na superfície da terra.

 

Com cerca de 6,5 km de diâmetro, a caldeira dos Campos Flégreos formou-se há cerca de 40 mil anos atrás, no decurso de uma super-erupção que emitiu centenas de quilómetros cúbicos de lava, rocha e detritos para o ar, classificada como a maior erupção na Europa nos últimos 200 mil anos. A última erupção ocorreu em 1538, embora a uma escala muito menor.

 

Num estudo publicado na Nature Communications, os cientistas criaram um modelo que integra a reativação e a inflação (devido a deformação superficial) do edifício vulcânico desde a década de 1950 para analisar a possibilidade de uma erupção vulcânica. O estudo mostrou que ao longo desse período, o vulcão já registou episódios de reativação vulcânica, com cerca de dois anos de duração, nos anos 50, 70 e 80, induzidos pela movimentação de magma a cerca de 3 km de profundidade. Esses episódios foram acompanhados de um incremento de atividade sísmica e de inflação do edifício vulcânico.

 

Estudos anteriores mostraram que o vulcão está a sofrer inflação, aumentando 0,33 metros nos últimos 10 anos. No total, os três episódios de levantamento fizeram com que o porto de Pozzuoli, que está perto do centro de reativação, se elevasse a mais de três metros relativamente ao nível do mar. Uma elevação semelhante foi registada antes da erupção de 1538.

 

Embora seja impossível prever exatamente quando é que um vulcão entrará em erupção, existem sinais indicadores que podem ajudar os cientistas a tomar decisões. Um deles é a deformação superficial em torno de um vulcão. No estudo agora publicado, os investigadores mostraram que os episódios de levantamento sucessivos levaram à acumulação de tensões a longo prazo, e que os resultados constituem a primeira evidência quantitativa de que o vulcão dos Campos Flégreos está a evoluir para condições favoráveis à ocorrência de uma erupção.

 

Um dos autores do estudo, Christopher Kilburn, diretor do UCL Hazard Centre, informou que o estudo da fraturação do solo e da deformação associada parece indicar que o vulcão dos Campos Flégreos pode estar próximo de um ponto crítico de pressão em que novas reativações poderão aumentar a possibilidade de erupção, e que as autoridades devem estar preparadas para isso. Kilburn acrescentou ainda que, embora não seja possível dizer que esta reativação vai conduzir a uma erupção, o vulcão tem seguido um determinado padrão semelhante ao observado quando os cientistas testaram o seu modelo noutros vulcões, como Rabaul na Papua Nova Guiné, El Hierro nas Canárias, e Soufrière Hills na ilha de Montserrat, Caraíbas. No estudo, os investigadores dizem que os dados de campo indicam que a elevação nos Campos Flégreos alcançará entre 5 e 10 metros antes que uma erupção seja provável de ocorrer.

 

Numa entrevista ao Newsweek, Kilburn explicou que com este estudo não pretendem dizer que vai ocorrer erupção, mas sim mostrar que a probabilidade está a aumentar com o tempo. Quando questionado sobre a dimensão da possível erupção, Kilburn explica que a maior estará a par com a erupção do Vesúvio de 79 AD que destruiu Pompeia e Herculano, mas que o cenário mais provável será cerca de 100 vezes menor.O problema prende-se com o facto de não se saber onde ocorrerá, isto é, onde estará localizado o centro eruptivo. Será necessário evacuar pessoas numa área maior àquela que suscetível de ser afetada.

 

Nos anos 70 e 80, milhares de pessoas que moravam em torno dos Campos Flégreos foram evacuadas devido à possibilidade do vulcão entrar em erupção. O co-autor do estudo, Giuseppe De Natale, ex-diretor do Observatório do Vesúvio, informou que a maioria dos danos verificados em edifícios nas crises anteriores foi causada pela atividade sísmica. Acrescentou ainda que os resultados obtidos mostram que devem estar prontos para uma maior quantidade de sismicidade local durante outro episódio de levantamento, e que é necessário preparar para outra emergência, quer conduza ou não a uma erupção. Os investigadores precisam agora de compreender melhor a estrutura até uma profundidade de 3 km, profundidade a que se encontra o magma.



Fontes


Newsweek

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